O que é o PIX?

O QUE É?


O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. Com ele, você envia e recebe dinheiro, 24 horas por dia, 7 dias por semana e em até 10 segundos. Você poderá pagar contas e compras ou fazer transferências instantaneamente. O sistema é mais uma opção ao boleto, TED, DOC ou até mesmo ao cartão de débito/crédito. O melhor é que o serviço é gratuito para Pessoa Física.

O que é o PIX?
O que é o PIX? O que é o PIX?
Pra quem é o PIX?

COMO FUNCIONA?


O ícone do Pix está dentro do aplicativo bancário e no internet banking, assim como já estão outras funcionalidades, como DOC e TED. A chave Pix vincula as informações do cliente a uma conta bancária (identificação da instituição financeira, número da agência, número da conta e tipo de conta) e, para fazer um Pix, basta saber a chave ou ler o QR code do recebedor. Além disso, o Pix pode ser feito em qualquer dia e horário.

SAIBA MAIS
SOBRE O PIX
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O que é o Pix?

O Pix é um novo meio de pagamento que faz transações de forma instantânea, criado e gerido pelo Banco Central do Brasil. Por esse sistema, é possível realizar transferências e/ou pagamentos em poucos segundos. Para o recebedor, o dinheiro fica disponível instantaneamente.

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Como o Pix funciona?

O Pix é um meio de pagamento disponível para todas as pessoas e empresas que tenham uma conta corrente, conta poupança ou uma conta de pagamento pré-paga em uma das 735 instituições participantes do sistema de pagamentos instantâneos. Para que as transações eletrônicas ocorram de forma simples e ágil, sem que o cliente tenha que passar todos os seus dados para o usuário que irá realizar a transferência, o Pix tem chaves de endereçamento para identificação de contas transacionais. Intitulada “chave Pix”, o cadastramento será feito através de um “apelido” que será usado pelo cliente para identificar sua conta no sistema.

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Quais são as vantagens do Pix?

O Pix traz uma série de vantagens para os usuários:
- Não tem custo para as pessoas físicas. Mesmo quando a conta de destino é de um outro banco, não há cobrança de taxas pela transferência até um limite de 30 operações por mês
- As transferências podem ser feitas a qualquer dia da semana e em qualquer horário, inclusive aos finais de semana e feriados
- O crédito é feito na conta de destino em até 10 segundos, independentemente do dia e horário.

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Como é feito o pagamento pelo Pix?

Basta entrar no aplicativo do banco no celular ou no site da instituição pela internet e procurar pela opção de transferência/Pix. Em seguida, é preciso marcar o valor a ser pago ou transferido e digitar a chave de identificação da conta para a qual deseja destinar o dinheiro. Por fim, o usuário deve clicar no botão para confirmar a transferência no aplicativo ou site.

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Quais são as chaves Pix?

Os quatro tipos de chaves Pix que poderão ser usadas e cadastradas são:

- Número de CPF/CNPJ;
- Endereço de e-mail;
- Número do telefone celular;
- Chave aleatória (Uma sequência alfanumérica de 32 dígitos que, após
solicitação do cliente ao seu banco, será enviada pelo Banco Central à instituição, e com ela será possível criar um QR Code).

A pessoa física poderá ter cinco chaves para cada conta; a pessoa jurídica poderá ter 20 chaves para cada conta.

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E se eu não tiver uma chave Pix, não poderei usar o sistema?

Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um Pix. Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo, sem a chave Pix, será preciso digitar todos os dados bancários do destinatário para realizar uma transação.

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Como será a experiência QR Code no Pix?

Além das chaves de endereçamento, o Pix também trará a experiência do QR Code que possuirá dois formatos:

- Estático: que poderá ser usado para transferências ou no comércio quando as informações para pagamentos não mudam, incluindo o valor do pagamento (exemplo: um sorveteiro, em que o preço do picolé é o mesmo sempre)

- Dinâmico: que poderá ser utilizado no comércio quando as informações para pagamentos mudam a cada momento, sendo gerado um QR Code por transação (exemplo: em um supermercado, quando o valor de cada compra é diferente).

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Como o Pix funciona para quem tem mais de uma conta?

Cada conta deve ter uma chave diferente. Por exemplo: uma pessoa que cadastrou sua chave com o número do celular no banco A, precisará utilizar outra forma de identificação (como e-mail ou CPF) no banco B, uma terceira no banco C, e assim por diante. Para receber transferências, o correntista deve informar a chave da conta em que deseja que o dinheiro seja creditado.

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O Pix não vai ter nenhum custo?

Para pessoas físicas, o sistema permite até 30 operações grátis por mês, ainda que sejam feitas entre contas de bancos diferentes. A partir de 30 transações, a instituição poderá cobrar taxa. Para as pessoas jurídicas, isto é, as empresas, é preciso verificar as taxas de cada instituição, dependendo do volume de transferências ou conforme o acordado entre a instituição financeira e o cliente.

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Uma pessoa pode cadastrar o número do celular, e-mail ou o CPF de outra pessoa para fraudar o sistema e receber pagamentos que seriam destinados ao verdadeiro recebedor?

Como outros cadastros realizados em qualquer sistema atualmente, o número de telefone ou e-mail registrado no Pix receberá uma mensagem para confirmação e ativação no momento desse cadastramento. Esse mecanismo garante a segurança dos cadastros efetuados.

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É seguro utilizar o sistema de pagamento Pix?

Os bancos estão usando toda sua expertise com os sistemas de pagamentos, como TED e DOC, transferências e boletos, para o Pix, com as melhores tecnologias e o que há de mais moderno em relação à segurança cibernética e prevenção a fraudes. Os bancos investem anualmente cerca de R$ 24,6 bilhões em tecnologia, sendo que deste total, R$ 2 bilhões são voltados para segurança da informação.

Somado a todo aparato, as instituições financeiras também lidarão com informações de histórico do cliente e outras de segurança do próprio ecossistema Pix para aprovarem as transações, como mensageria criptografada, autenticação biométrica, tokenização e todos os meios disponíveis para segurança da transação. O tempo adicional para análise de um pagamento suspeito será eventualmente usado para confirmação ativa com o cliente ou checagens adicionais de segurança para as transações fora do padrão de transferência do cliente.

Os limites indicados na Resolução nº 20 do Banco Central também serão importantes para um avanço seguro do produto. A decisão sobre o limite das transações ficará a critério de cada instituição financeira, da mesma forma como já é feito atualmente nos demais meios de pagamento. A partir de fevereiro de 2021 também entrará em produção um mecanismo que possibilitará que os próprios clientes controlem o seu limite Pix, sendo que o consumidor poderá, inclusive, reduzir o valor disponível para realizar transações.

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O limite a ser estabelecido pelos bancos para o uso do Pix é diário ou por transação?

Isso irá depender da política de concessão de crédito de cada instituição. Poderá ser por transação, limite diário ou até mesmo semanal, como ocorre no caso de cartões de débito. O limite de transferências não será algo padronizado para todo o mercado.

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Quais são as dicas para cadastrar as chaves Pix com segurança?

- O cadastro das chaves Pix deve ser feito diretamente nos canais oficiais das instituições financeiras, como o aplicativo bancário, internet banking, agências ou através de contato feito pelo cliente à central de atendimento

- O consumidor não deve clicar em links recebidos por e-mails, pelo WhatsApp, redes sociais e por mensagens de SMS, que direcionam o usuário a um suposto cadastro da chave do Pix.

- Tentativas de fraudes envolvendo o Pix foram identificadas como ataques de phishing, ou pescaria digital, que usam técnicas de engenharia social e consistem na manipulação do usuário para que ele forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões.

- Outro tipo de golpe, menos comum, são as centrais falsas oferecendo o cadastramento de chaves do Pix.

- E lembre-se: os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras; na dúvida, sempre procure o gerente, uma agência ou a central de atendimento oficial da instituição para obter esclarecimentos.

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Qual é a melhor maneira de fazer o cadastramento da chave do Pix: pelo número do celular, do CPF ou e-mail?

Todas as maneiras são seguras e a escolha é feita de acordo com a conveniência para cada usuário. O Banco Central selecionou as formas de identificação que os cidadãos já estão acostumados a usar neste tipo de transação, como o CPF. Mas é possível que algumas pessoas, até para poderem divulgar seus serviços, prefiram passar o e-mail, o número de telefone ou até mesmo um QR Code com as suas informações para o recebimento das transações.

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Fiz o cadastramento no sistema com o CPF, mas gostaria de alterar para o número celular. É possível fazer essa alteração?

Sim, basta entrar na conta corrente pelo aplicativo do banco, acessar o cadastro do Pix e fazer a alteração na chave para a informação desejada. É importante ressaltar que, numa operação por Pix, somente quem recebe o dinheiro é que precisa repassar sua chave de identificação relativa à sua conta corrente para o pagador.

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É possível mudar a conta em que o Pix está cadastrado?

Sim. O Banco Central assegura a portabilidade da chave de uma instituição financeira para outra, se o cliente desejar. Basta acessar a nova conta em que o Pix será registrado pelo aplicativo ou site do banco escolhido, e a informação será validada, com monitoramento do Bacen. A alteração pode ser feita a qualquer momento, sem custo e sem burocracia.

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O Pix irá acabar com DOC e TED?

DOC e TED são serviços de utilidade diferente do pagamento instantâneo, que tem como objetivo principal substituir as transações em espécie e outras transferências de dinheiro de menor valor. Os três serviços conviverão e serão utilizados conforme a conveniência do usuário.

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Os bancos vão perder receitas com transferências como DOCs e TEDs, já que o Pix será gratuito para pessoas físicas?

A entrada em operação do Pix deve ter impacto limitado nas tarifas. Isso porque, segundo pesquisa realizada pela FEBRABAN, 62% das contas transacionais já são isentas desse tipo de cobrança por regulação do Banco Central. Entre as contas restantes, uma parte significativa também não paga tarifas em função do relacionamento do titular com o banco ou por causa do pacote de serviços contratado.

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O Pix vai diminuir a utilização de cartões de débito e crédito?

São coisas distintas. Algumas pessoas, sem recursos disponíveis no momento da compra, podem optar pelo uso do cartão de crédito para pagar somente no mês seguinte. Para outros consumidores, talvez seja mais prático utilizar o Pix. E o pagamento poderá ser feito via QR Code gerado pelo sistema do computador do caixa de uma farmácia ou de um açougue. Esse código permite que a câmera do celular do cliente automaticamente gere uma ordem para realizar um pagamento por Pix.

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Qual é a diferença entre o Pix e os demais meios de pagamento?

Pix
-Funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano
- O dinheiro está na conta do recebedor em até 10 segundos
- O pagador pode usar a chave Pix para fazer a transferência e não precisa digitar dados bancários do recebedor

TED
- Está disponível somente em dias úteis, entre 6h e 17h, em geral
- O pagador precisa digitar dados bancários do recebedor
- Os recursos estão disponíveis no mesmo dia, mas o momento dessa disponibilização é incerto

DOC
- Está disponível somente em dias úteis, entre 6h e 17h, em geral
- O pagador precisa digitar dados bancários do recebedor
- O recurso do DOC só entra na conta do recebedor no dia útil seguinte ao momento da sua iniciação

Boleto
- O pagamento somente está disponível em dias úteis
- O pagamento é feito via leitura ou digitação do código de barras
- Para o recebedor, o recurso só está disponível no dia útil seguinte após o boleto ser pago

Cartão de débito
- O pagamento depende de o usuário ter um cartão
- Os recursos só estão disponíveis, em média, dois dias após o pagamento
- O recebedor deve alugar uma maquininha

Cartão de crédito
- O pagamento depende de o usuário ter um cartão
- Os recursos só estão disponíveis, em média, 28 dias após a realização do pagamento
- O recebedor deve alugar uma maquininha

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Para programar transferências, será necessário usar TED/DOC ou será possível agendar um Pix?

Será possível agendar um Pix. Algumas instituições estão desenvolvendo esta solução. O cliente deverá checar a possibilidade com o seu banco.

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Um casal que tem contas conjuntas deve fazer chaves Pix diferentes para cada um ou pode usar a mesma chave já que movimentam recursos de uma mesma conta?

O casal poderá usar a mesma chave, mas também será possível que cada um cadastre sua chave, lembrando que o limite de chaves para pessoa física é de 5 chaves por conta transacional.

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O pagamento através de QR Code poderá ser feito pelo próprio aplicativo do banco ou será preciso um outro app?

O pagamento será sempre feito pelo próprio aplicativo do banco.

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Quais são as vantagens do Pix para o sistema bancário?

O Pix irá trazer inovação para o sistema financeiro e maior conveniência para milhões de brasileiros em suas operações financeiras do dia a dia. Além disso, a chegada do Pix deverá ser uma poderosa ferramenta para impulsionar a bancarização no país, trazendo novos clientes para o sistema financeiro, e também com grande potencial para auxiliar a economia no momento em que é importante a retomada do crescimento econômico. O Pix também será uma importante oportunidade para o Brasil reduzir a necessidade do uso de dinheiro em espécie em transações comerciais, o que tende a reduzir os altos custos de transporte e logística de cédulas em um país de dimensões continentais como o Brasil. Somente o custo de logística totaliza cerca de R$ 10 bilhões ao ano.

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Quais são as vantagens para comerciantes e trabalhadores autônomos que passarão a receber pagamentos via Pix?

O comerciante vai ter mais uma alternativa para receber seus pagamentos. Se o comprador saiu de casa e esqueceu o cartão de crédito ou débito, ele poderá fazer uma transferência por Pix para a conta do dono do estabelecimento no ato da compra, via celular. Dessa maneira, o dono de um restaurante ou de uma padaria tem liquidez imediata, isto é, dinheiro disponível logo após a venda realizada em até 10 segundos. E o trabalhador autônomo que finalizou um serviço em um domingo, por exemplo, conta com seu pagamento disponível também imediatamente. São 30 milhões de trabalhadores autônomos que não vão mais precisar esperar a segunda-feira chegar para conferir se o dinheiro entrou em conta.

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O uso do Pix é obrigatório?

Não. Os correntistas podem continuar, se assim preferirem, a se valer de formas já comuns de transferência de valores, como DOCs e TEDs. E outras formas de pagamento já largamente utilizadas continuam disponíveis aos clientes, como o cartão de crédito ou débito. O Pix é mais uma alternativa - segura e gratuita - para pagar e receber.

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É possível cancelar uma operação realizada pelo sistema Pix?

Não é possível desfazer nenhuma operação após confirmada no site ou app do banco. O sistema utiliza a mesma metodologia aplicada na realização de um TED ou um DOC: a operação é irrevogável. Daí, a necessidade de atenção na hora do preenchimento dos dados da operação e a conferência para realizar a autorização da transação.

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O Pix proporciona um limite de crédito diferenciado na minha conta corrente?

Não. O Pix é apenas uma ferramenta para a realização de pagamentos e transferência de valores. A relação de crédito que o cliente tem com o seu banco não muda em razão do surgimento desta nova modalidade.

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O banco pode cadastrar a chave Pix da conta corrente ou poupança de seus clientes automaticamente, sem a permissão do usuário? Isso pode acontecer?

Isso não pode acontecer. O cadastramento das chaves é regulamentado pelo Banco Central, obedecendo aos procedimentos determinados pelo próprio regulador. O cadastramento da chave só pode ser efetivado mediante a prévia autorização do cliente. Se o cadastramento automático acontecer à revelia, o consumidor, em primeira instância, pode questionar a instituição que o cadastrou indevidamente, pelos seus canais de contato, como o gerente de sua conta. Se esta iniciativa não surtir efeito, numa segunda instância, é possível realizar uma reclamação formal nos canais competentes do banco em questão, como os sistemas de Ouvidoria. Em última instância, a reclamação pode ser direcionada ao Banco Central, que vai analisar e tomar as medidas cabíveis.

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Os bancos entrarão em contato para realizar cadastramento por telefone ou internet de maneira proativa?

Não. Nenhum banco vai entrar em contato telefônico ou por e-mail com seus clientes para realizar cadastro de Pix. O cliente deve, por vontade própria e no momento que quiser, realizar o cadastramento no site ou aplicativo do banco no qual já possui ou está abrindo uma conta. Se algum contato suspeito acontecer, é necessário ter cuidado redobrado, pois pode se tratar de golpe. Não é necessário o repasse de nenhuma informação, tais como dados e senhas de contas, outros dados pessoais, como CPF e RG, número de telefone e demais informações nesse tipo de abordagem não usual. Fique atento!

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Como a FEBRABAN vê essa nova ferramenta de transferência, o Pix?

O Pix é algo histórico e o Pix se soma a outras importantes mudanças que o setor bancário já introduziu no dia a dia das pessoas ao longo dos anos, como os tokens, a internet banking, biometria e o mobile banking. Todos já foram incorporados no cotidiano do cidadão e das empresas. O Pix nos levou a era dos pagamentos instantâneos e é o jeito mais moderno e eficiente de fazer transferências instantâneas para onde e quando o cliente quiser.

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Como o mercado está sendo transformado pelo serviço?

São muitas as mudanças que esse novo sistema de pagamento está proporcionando ao mercado. O pagamento instantâneo dará uma nova lógica para as atividades comerciais, com mais agilidade para quem compra e para quem vende. A economia tende a ganhar mais velocidade e ritmo, já que recursos entram e saem das contas de forma instantânea, podendo estimular mais investimentos e ganhos ao comércio.

Além disso, a FEBRABAN vê maior conveniência para os clientes bancários na medida em que o Pix deve reduzir a necessidade de saques em espécie nas agências bancárias e nos caixas eletrônicos.

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Que tipo de mudanças os bancos fizeram - como em áreas de infraestrutura e tecnologia - para aderir ao Pix?

Os bancos brasileiros sempre funcionaram como patrocinadores de inovações no país, e têm um histórico de maciços investimentos em tecnologia e expertise em operações com canais digitais. Atualmente, os investimentos feitos pelo setor bancário em tecnologia são da ordem de R$ 24,6 bilhões anuais. Para aderir ao Pix, os bancos brasileiros investiram recursos adicionais em infraestrutura, tecnologia e segurança para padronizar e organizar um sistema dentro um ambiente de comodidade e confiabilidade para o cliente.

Entre as áreas mais impactadas estão a de Tecnologia, com o desenvolvimento de sistemas e adequação dos sistemas legados, e também a de Experiência do Usuário, para direcionar as mudanças nos canais digitais.

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O Pix trará mais concorrência no setor? De que forma os bancos têm se preparado para maior competição no mercado?

A FEBRABAN e os bancos são a favor da competição e, mais do que isso, a estimulam, em todos os níveis. O Pix, assim como o Open Banking, devem ser mais duas ferramentas que terão um papel importante no aumento da concorrência bancária no país e proporcionarão maior conveniência e facilidades para os clientes, como já ocorreu com outras ferramentas, como mobile banking, tokenização e internet banking. Entretanto, destacamos que as regras sejam iguais para todos as instituições participantes destes sistemas, sejam bancos já estabelecidos ou novos competidores que estejam entrando. A FEBRABAN e os bancos defendem que o mercado seja o mais transparente possível.

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Um dos públicos de interesse, com o lançamento do Pix, é o de pessoas não bancarizadas. De que forma uma adesão da população ao Pix pode beneficiar ou prejudicar os bancos?

Os bancos têm total interesse em atrair a população não bancarizada. O acesso a serviços financeiros constitui um passo crucial para a inclusão social e para o combate à desigualdade no país. Para isso, as instituições financeiras vêm desenvolvendo, ao longo dos últimos anos, diversas formas de ampliar a capilaridade de sua rede de atendimento e, consequentemente, aumentar o alcance de seus serviços e produtos. Caixas eletrônicos, operações bancárias por telefone, correspondentes bancários, além de internet e mobile banking são alguns exemplos das iniciativas das instituições financeiras.